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Tata Consultancy Services (TCS) quer contratar 4 mil funcionários na filial de Londrina, no interior do Paraná

 

Foto: Daniel Castellano/Arquivo/Gazeta do Povo 

 

A Tata Consultancy Services (TCS), uma das líderes mundiais em soluções de negócios, consultoria e serviços de TI, começou 2018 colocando em prática seus planos de expansão ao anunciar um novo delivery center na cidade de Londrina, no Norte do Paraná. A empresa é o braço de tecnologia do gigante indiano Grupo Tata, que, com 150 anos de tradição, opera em mais de 100 países e possui empresas em diversos setores, como siderurgia, hotelaria, automotivo, entre outros. Só a TCS representa metade do valor do grupo.

 

 

Fundada em 1968, a TCS está presente em 46 países e emprega, atualmente, mais de 105 nacionalidades. No Brasil, atua desde 2002. O crescimento mais acelerado se deu nos últimos 15 anos, quando o número de funcionários passou de 16 mil para quase 400 mil em todo o mundo. Segundo seu CFO no Brasil, Bruno Rocha, o crescimento mais robusto neste período seguiu um movimento natural do mercado, em que novos setores da economia, caso da tecnologia da informação (TI), ganharam destaque.

Rocha também acredita que a formalização do mercado de TI no Brasil nos últimos anos colaborou para o desenvolvimento da empresa aqui, onde 100% dos funcionários são contratados em regime de CLT.

 

“Este setor tinha muito contrato PJ [pessoa jurídica]. Migrando para CLT, você abre espaço para empresas que tenham maior compliance, o que melhora competitividade do setor e o mercado para nós”, avalia.

 

Clientes relevantes

 

Por se tratar de uma empresa muitos imaginam que a carteira de clientes seja extensa. Este, porém, não é o foco da TCS. No mundo todo, são cerca de dois mil clientes, entre multinacionais e grandes grupos nacionais, como bancos.

 

A escolha por uma carteira mais enxuta é estratégica, necessária para atender gigantes com excelência. Alguns projetos chegam a envolver mais de 35 mil funcionários. Com isso, 99% das novas receitas atingidas ano após ano, segundo Rocha, são provenientes dos mesmos clientes. “À medida que entregamos valor, aumentamos o nível de confiança destas empresas; consequentemente, os clientes vão nos oferecendo novas oportunidades”, diz.

 

 

No trimestre que se encerrou em dezembro de 2017, a TCS apresentou receita global de US$ 4,787 bilhões, um crescimento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, e lucro líquido de US$ 1,012 bilhão, 1,2% a mais que no mesmo período de 2016. O resultado anual deve ser divulgado no início de abril, uma vez que o ano fiscal da empresa vai de abril a março. No período referente ao ano fiscal de 2016, a receita consolidada mundial da TCS foi de US$ 17,5 bilhões no ano. A empresa está listada nas bolsas de valores National Stock Exchange e Bombay Stock Exchange, na Índia.

 

 

O investimento de seus clientes em iniciativas digitais resultou em mais de 150 contratos firmados apenas no trimestre entre outubro e dezembro de 2017, sendo um deles o primeiro contrato da empresa de mais de U$ 50 milhões com um único cliente. Tiveram destaque os firmados para serviços em nuvem, com 22 novos contratos, segurança cibernética, 15 novos, e Internet das Coisas, com 10 novos contratos apenas neste período. Entre os novos clientes, estão bancos, empresas do setor de petróleo e gás, de saúde, seguradoras, empresas de telecomunicações, entre outros espalhados pelo mundo. A TCS foi reconhecida pela lista Forbes 2017 como uma das principais empresas reconhecidas e um dos melhores empregadores do mundo. Na Índia, ela lidera o BT 500 e é a empresa mais valiosa do país.

 

 

 

Em Londrina ou Londres, o mesmo atendimento

 

A vinda para Londrina faz parte do projeto de expansão do grupo e visa, além de oferecer novos serviços em TI e BPO (sigla para “Business Process Outsourcing”, em inglês), avançar em seu modelo de Cinco Forças Digitais: Nuvem, Big Data & Analytics, Mobilidade & Computação Pervasiva, Inteligência Artificial e Robótica. A unidade em Londrina será operacional, ou seja, onde as aplicações serão desenvolvidas, enquanto o escritório de São Paulo, localizado em Barueri, fica responsável pela gestão e contatos comerciais. A empresa também conta com um escritório no Rio de Janeiro.

 

Os mais de 60 delivery centers espalhados globalmente seguem um modelo exclusivo chamado Global Network Delivery Model, que garante que, em qualquer lugar do mundo, seus clientes sejam atendidos da mesma maneira. Todos os centros possuem os mesmos níveis de certificação, como o CMMI5, que representa o mais alto grau de maturidade de uma empresa.

Um banco que possui operação em 30 países, por exemplo, será atendido pelo delivery center de Londrina com o mesmo nível de qualidade que em Londres, na Índia, ou na África. “Isso tem um efeito importante em nosso crescimento, uma vez que exige rapidez para atender as demandas dos clientes e implementar os conhecimentos existentes nestes centros, o que também passa pela questão de capacitar profissionais”.

 

Interior do Paraná

 

Londrina foi escolhida por seu grande potencial de desenvolvimento no setor de tecnologia e pelo forte capital humano. “É uma região com grande concentração de instituições de ensino, com um ótimo nível educacional e uma base sólida de estudantes nos últimos 40 anos”, afirma Rocha. Fora isso, é também uma cidade com ótimos índices de qualidade de vida, o que ajuda a atrair profissionais e reter talentos. “A expectativa é que a gente consiga atrair profissionais da região e também interessados em se mudar, além de ajudarmos a construir uma base de jovens futuros profissionais”, diz o CFO.

 

A filantropia está presente desde os primórdios do Grupo Tata, e a relação com as sociedades onde atuam se dá de forma profunda. Segundo Rocha, dois terços dos recursos da controladora são investidos em filantropia das mais variadas formas, com projetos voltados ao meio ambiente, à saúde e, em especial, à educação.

 

No Brasil, a empresa firmou acordo com a Secretaria de Educação do Governo do Estado de São Paulo para capacitar estudantes e professores da rede pública em TI, por meio do programa goIT da empresa. De acordo com Rocha, o conhecimento em tecnologia é muitas vezes inacessível principalmente para as comunidades mais humildes. Só neste acordo com o governo paulista, serão quase 200 mil pessoas impactadas. “Queremos desmistificar, mostrar que é algo simples e um sonhos que eles podem ter. O mercado corporativo fica muito distante destas comunidades e até então os resultados tem sido bem positivos”, avalia Rocha.

 

Em Londrina, a TCS também assinou um acordo de longo prazo com a Prefeitura visando a capacitação de jovens, com objetivo de identificar talentos e desenvolvê-los. Nesta parceria, o volume de impostos gerado pela TCS para a Prefeitura será direcionado à oferta de bolsas de estudos, tanto de graduação, como de pós-graduação. A empresa acredita que, assim, alcançará 4 mil postos de trabalho na cidade em até 10 anos. “Quando falamos em enriquecimento da receita da TCS, cremos que isso acontece com o crescimento do emprego. Vamos continuar crescendo porque existe mercado, investimos em profissionais e isso é percebido pelos investidores, então surgem novas oportunidades”, afirma Rocha.

 

Fonte: Gazeta do Povo

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